Posts publicados em junho de 2008

AgĂȘncias tradicionais + digitais

A Fire, diferente da grande maioria das agĂȘncias tradicionais, jĂĄ nasceu interativa. Para nĂłs o on e o off line caminham juntos e fazem parte de um mesmo bolo, embora completamente diferentes nas suas estruturas e formas de atuação. A integração das disciplinas hoje Ă© a base do sucesso de qualquer ação de comunicação. E isso nĂłs chamamos de multicomunicação. Algo ainda, por mais incrĂ­vel que pareça, incompreendido por muita gente, mas que fazemos desde o inĂ­cio da nossa histĂłria. Muitas das agĂȘncias tradicionais jĂĄ se deram conta das mudanças no comportamento do consumidor, que afetam diretamente a forma de se fazer propaganda e a mĂ­dia com um todo, nos forçando a buscar e criar a cada dia novas formas de contato. Reflexo disso Ă© que, com cada vez mais freqĂŒĂȘncia, agĂȘncias tradicionais partem Ă  compra de empresas digitais para poder oferecer estes novos serviços aos clientes, mesmo sem entender muito bem este universo, sem ter a expertise e saber andar por suas vias com desenvoltura. Confira abaixo um artigo do Cezar Calligaris, diretor da Salem Digital, publicado no Webinsider, que fala um pouco sobre esta busca.

AgĂȘncias tradicionais abrindo ĂĄreas digitais: vai dar certo?

Pode parecer incrĂ­vel, mas da lista das 50 maiores agĂȘncias tradicionais do Brasil, pelo menos 10 sĂŁo tratadas por veĂ­culos digitais como pequenos anunciantes. Algumas dessas agĂȘncias chegam a nĂŁo ter nenhum cliente “digital”.
A fatia digital da verba publicitĂĄria começou a ficar grande o suficiente para chamar a atenção dessas agĂȘncias. É por isso que, depois de anos de atraso e atĂ© de certo desprezo pelo meio digital, neste primeiro semestre de 2008 muitas agĂȘncias tradicionais abriram seus departamentos online. AlĂ©m da demanda dos clientes, pesquisas recentes tĂȘm mostrado que, fora do Brasil, as agĂȘncias tradicionais que adotaram o digital estĂŁo conseguindo ampliar suas receitas acima da mĂ©dia.
No exterior temos tambĂ©m uma nova geração de agĂȘncias que tĂȘm conseguido muito sucesso usando o digital como uma estratĂ©gia tĂŁo importante quanto a propaganda tradicional.
PorĂ©m, esse processo de “digitalização” Ă© bastante complexo. NĂŁo basta comprar uma empresa ou montar uma ĂĄrea e achar que ela vai funcionar automaticamente. Pelos fatores abaixo, nem todas as agĂȘncias tradicionais tĂȘm conseguido desenvolver com sucesso suas ĂĄreas digitais.

1) Diferenças de cultura e processos
Ao receber um briefing para uma campanha “clĂĄssica”, a agĂȘncia tradicional inicia a criação por duas peças: anĂșncio pĂĄgina dupla e filme de 30”. O problema Ă© que nem sempre o conceito criado para essas peças tem desenvolvimento no meio digital.
Outra grande diferença cultural Ă© a possibilidade de ajustes no meio do caminho. Quando se cria um anĂșncio, ele vai ser impresso e nĂŁo existe jeito de mudĂĄ-lo. No caso de um filme, devido aos custos de produção Ă© muito difĂ­cil alterĂĄ-lo. Quando se faz um trabalho online, Ă© possĂ­vel monitorĂĄ-lo e ajustĂĄ-lo no meio do caminho.
Por Ășltimo, abrir uma ĂĄrea digital significa trabalhar mais, ter uma estrutura consumindo recursos e, por enquanto, ganhar menos dinheiro. É nesse ponto que muitas agĂȘncias tĂȘm sido mal sucedidas, pois imaginam que uma estrutura pequena Ă© capaz de atender grandes trabalhos digitais de seus clientes. Sem um nĂșmero mĂ­nimo de pessoas, torna-se difĂ­cil viabilizar açÔes digitais.

2) Como cobrar dos clientes?
Imagine que vocĂȘ tem um cliente que investe por ano R$ 80 milhĂ”es. Sua agĂȘncia teria coragem de cobrar dele um hotsite que custa R$ 30 mil? É por isso que muitas agĂȘncias tĂȘm optado por criar ĂĄreas digitais como empresas separadas, mas que fazem parte do grupo de comunicação.

3) ConfusĂŁo entre agĂȘncias, produtoras e agĂȘncias digitais
AgĂȘncia planeja e cria, produtora executa. AgĂȘncia terceiriza, produtora tem equipe interna. AgĂȘncia compra mĂ­dia, produtora faz as peças que serĂŁo veiculadas. Seria fĂĄcil se fosse tĂŁo simples, mas a questĂŁo Ă© que agĂȘncias e produtoras nĂŁo respeitam esses limites. Em alguns casos, uma produtora que trabalha para uma agĂȘncia em um job pode ser chamada por um cliente para participar de uma concorrĂȘncia contra ela.
No meio do caminho, temos ainda as agĂȘncias digitais, agĂȘncias que fazem o papel da agĂȘncia tradicional sĂł que no meio digital. Ou seja, temos uma tripla concorrĂȘncia: agĂȘncias tradicionais X agĂȘncias digitais X produtoras. É uma cultura bem diferente da propaganda tradicional, onde os territĂłrios de cada um estĂŁo bem definidos.

4) Os clientes também não sabem o melhor caminho
Se esse cenĂĄrio Ă© confuso para os profissionais da ĂĄrea, os clientes tambĂ©m nĂŁo tĂȘm um procedimento comum.
Alguns alinham suas contas on e off numa mesma agĂȘncia, visando integrar a comunicação e facilitar os procedimentos administrativos. Outros preferem incentivar a competição e fazem questĂŁo de “colocar os ovos em cestas separadas”. Outros acreditam que existe uma empresa boa em cada disciplina e pulverizam sua comunicação: uma empresa compra mĂ­dia, outra faz campanhas, outra cuida do portal e outra dos links patrocinados.
A conclusĂŁo de todos esses fatores Ă© que, em um mundo ideal, deveria existir espaços para todos: as agĂȘncias cuidando da marca de seus clientes e as produtoras executando os trabalhos propostos das agĂȘncias. Um modelo que funciona com sucesso atĂ© hoje na propaganda. HĂĄ espaço atĂ© para agĂȘncias especializadas como existe hoje no mundo tradicional: uma empresa de marketing direto via SMS ou uma empresa especializada em relacionamento digital.
Mas como estamos em um mercado ainda em formação e a verba total ainda é pequena, cada participante do mercado acaba fazendo de tudo para pegar a parte dos seus concorrentes.
Respondendo Ă  questĂŁo principal do artigo, que Ă© a capacidade de uma agĂȘncia tradicional se digitalizar, a resposta Ă© que ela tem total capacidade, desde que tenha paciĂȘncia e vontade para aceitar as mudanças culturais que o digital implica.
Da mesma maneira, pode acontecer até o inverso: acabamos de ter no Brasil um exemplo de um grupo digital comprando uma empresa de propaganda tradicional.

Os criativos que fizeram a publicidade americana

The Real Men and Women of Madison Avenue - and Their Impact on American Culture

Abre hoje no Healy Hall, na Biblioteca PĂșblica de NY, a exposição “The Real Men and Women of Madison Avenue – and Their Impact on American Culture”. A mostra Ă© sobre os criativos que fizeram a publicidade americana nos Ășltimos 80 anos e seus trabalhos mais importantes. A exposição tem curadoria de Mary Warlick, CEO do One Club, e da jornalista Ann Cooper e poderĂĄ ser visitada atĂ© 26 de setembro. A Biblioteca PĂșblica de NY fica no nÂș 188 da Madison Avenue.

Paulo Coelho e MySpace – The Experimental Witch

O escritor Paulo Coelho firmou parceria com a rede social MySpace para criar seu primeiro filme, baseado no seu livro mais recente, “A Bruxa de Portobello”. O filme, “The Experimental Witch”, serĂĄ produzido com vĂ­deos e mĂșsica originais criados e enviados pelos usuĂĄrios do MySpace. O escritor irĂĄ selecionar pessoalmente quinze vĂ­deos e dezesseis mĂșsicas para incluir na versĂŁo final do filme.
A iniciativa Ă© tambĂ©m uma competição. Membros da comunidade devem selecionar um dos quinze personagens principais de “A Bruxa de Portobello” e criar um curta-metragem baseado em uma das narrativas do livro. A trilha sonora do filme serĂĄ inteiramente feita com as submissĂ”es dos participantes, que podem fazer o upload para seus perfis ou para o perfil de Paulo Coelho. AtĂ© 25 de julho os interessados podem submeter vĂ­deos e mĂșsicas. Os vencedores serĂŁo anunciados em 24 de agosto.
Via Brandrepublic

Crest – os filmes que levaram ouro em Cannes

Os trĂȘs filmes criados pela Saatchi & Saatchi de Nova York (a mesma da polĂȘmica com o comercial fantasma da JC Penney – post abaixo) para o creme dental Crest, da P&G, ganharam ouro em Cannes. Confira “Bulldozer” (trator), “Lice” (piolho), e “Pre-Nup”(acordo prĂ©-nupcial). Mais uma prova de que conceito Ă© tudo. Muito bom.

Comercial fantasma da JC Penney ganha LeĂŁo em Cannes

PolĂȘmica em Cannes. A gigante varejista americana JC Penney estĂĄ questionando sua agĂȘncia, a Saatchi & Saatchi NY, sobre o comercial que estĂĄ no YouTube, o qual sugere sexo entre um casal de adolescentes. O chief marketing officer da varejista, Mike Boylson, disse ao Wall Street Journal que determinou que a S&S tome providĂȘncias para tirar o filme da web. Declarou ao jornal que o comercial Ă© “inapropriado” e a empresa estĂĄ muito “decepcionada” com o fato de que seu logo e marca estejam sendo usados desta maneira. A agĂȘncia, por sua vez, diz que o filme foi criado por terceiros sem o conhecimento ou consentimento da JC Penney. O filme foi a Cannes inscrito pela produtora Epoch Films, de Nova Iorque, que nĂŁo quis comentar o assunto. O detalhe Ă© que o comercial ganhou um LeĂŁo de Bronze.
Dica do Gawker

Davie Brown Index – as celebridades na propaganda

Mario

Celebridades apareceram em 14% das peças publicitĂĄrias no ano passado nos EUA, segundo um levantamento da empresa de pesquisa Millward Brown, citado pelo New York Times. O auge da participação de famosos na propaganda foi registrado em 2004, quando o Ă­ndice chegou a 19%. Ainda, segundo a pesquisa, as celebridades mais poderosas para a publicidade americana sĂŁo Tom Hanks, Will Smith, Michael Jordan, Morgan Freeman e George Clooney – os 5 primeiros do ranking Davie Brown Index, que mede, entre outros fatores, influĂȘncia e capacidade de lançar tendĂȘncias.
A pesquisa também descobriu que os personagens de videogame Mario e Pac-man são considerados os verdadeiros heróis para muitos consumidores norte-americanos (?), exercendo mais apelo do que celebridades como os atores Matt Damon, Ashley Judd, Ben Affleck e o jogador de basquete Michael Jordan.

Prada: A short movie project

Prada

Prada: A short movie project for Infusion d’Homme, escolheu nove profissionais para desenvolver uma campanha global de lançamento do novo perfume masculino da marca, o Infusion dÂŽHomme. Guga Ketzer, sĂłcio e diretor de criação da Loducca, foi o Ășnico brasileiro escolhido em uma concorrĂȘncia internacional. Assista aos filmes de trĂȘs minutos desenvolvidos pelos profissionais convidados no site da Prada.

Nokia compra site de redes sociais

Plazes

A Nokia anunciou a compra do Plazes, site de redes sociais e rival de menor porte de serviços como o Twitter, para desenvolver a estratégia de avanço nos serviços de internet adotada pela empresa. Plazes oferece serviços com base em localização que as pessoas podem empregar para planejar, registrar e compartilhar suas atividades sociais. Ponto para eles.

Beijo entre dois homens em comercial provoca 179 reclamaçÔes na Inglaterra

O beijo entre dois homens em um comercial da maionese Heinz, na Inglaterra, provocou 179 reclamaçÔes de consumidores junto Ă  Advertising Standards Authority. O filme da Abbott Mead Vickers BBDO mostra uma famĂ­lia se preparando para sair de casa de manhĂŁ. O detalhe Ă© que, no lugar da mĂŁe, quem estĂĄ na cozinha Ă© um homem vestido como balconista de lanchonete preparando os sanduĂ­ches para as crianças, quando cobra do marido um beijo de despedida. Se em um mercado desenvolvido como o inglĂȘs um comercial como esse ainda causa estranheza, imagine o nĂșmero de reclamaçÔes que teria aqui no Brasil.
Via Brand Republic

Classificando o mundo

Em 1934 o visionĂĄrio belga Paul Otlet desenvolveu um sistema de relação entre informaçÔes que acabou se tornando a base para o hyperlink hoje usado na internet. Abaixo um vĂ­deo, tirado do documentĂĄrio sobre a vida dele “The Man Who Wanted to Classify the World”, que mostra um pouco o porque dele ser considerado o fundador da CiĂȘncia da Bibliografia.