Posts publicados em outubro de 2009

Esquire de dezembro terá Realidade Aumentada

Esquire RA

A edição da revista Esquire de dezembro seguirá a esteira das inovações inaugurada com a capa que utilizava tinta eletrônica (em setembro do ano passado) e da versão mix “n” match (em abril deste ano), trazendo Realidade Aumentada.

Ao segurar a edição de dezembro em frente à webcam, uma nova  imagem surge, com letras pulando da capa. Ao girar a revista a animação então se moverá, seguindo os movimentos. O ator Robert Downey Jr. aparecerá na intervenção 3D.  Serão uma meia dúzia de códigos espalhados pela revista, além de anúncios que utilizarão o mesmo feature.

Via Engadget

IVC – resultados dos sites auditados em setembro

Instituto Verificador de Circulação

O Instituto Verificador de Circulação (IVC) acaba de divulgar os números de setembro da auditoria de websites. Os dados são referentes a todos os dias do mês e 11 sites tiveram a audiência certificada no período. Em julho, quando o IVC lançou o serviço, sete websites tiveram números divulgados.

Além dos 11 websites já certificados pela auditoria, há seis na fase final da auditoria prévia: RBS, Estadão, Valor Econômico, O Dia, Folha da Região e IDG Now!. Outros seis veículos estão com pedidos de filiação já abertos. Confira abaixo os números dos websites certificados (em ordem alfabética):

(Dados do total de dias do mês de setembro)

Unique user/browser / Page impressions

Diário de Pernambuco 238.023 / 2.110.502

Extra Online 5.633.989 / 21.337.907

Jornal NH Online 108.278 / 1.190.238

Lancenet – Puro 3.895.281 / 74.675.601

O Globo 9.687.171 / 58.005.076

Paraná Online 1.120.741 / 8.310.168

Pernambuco.com 150.185 / 966.702

Portal Caras 1.166.047 / 14.064.642

Propmark 57.659 / 194.801

RPC – Gazeta do Povo 1.309.838 / 25.101.681

RPC – Jornal de Londrina 135.342 / 801.924

Via CCSP

Gratuito Metro ultrapassa circulação do Washington Post nos EUA

Metro

O jornal gratuito Metro já é o 5º jornal com maior circulação nos EUA, ultrapassando os números do Washington Post. São quase 600 mil exemplares diários, de acordo com último relatório da Certified Audit of Circulation. Tendo os jovens profissionais como público-alvo, é a publicação impressa com a maior porcentagem de leitores entre 18 e 49 anos. Líder entre os títulos grátis, o Metro atribui seu sucesso à flexibilidade e adaptação do conteúdo a uma geração de bloggers e tweeters que quer informação rápida e objetiva.

Via Editors Weblog

New Balance – Feet on Head

New Balance - Feet on Head

Confira o filme da BBDO NY criado para o tênis New Balance. O comercial chama-se “Feet on Head” e é assinado pelo brasileiro Cesar Finamori e por Avital Pinchevsyky, com direção de criação de Bill Bruce, que também estreia como diretor de cena neste filme.

New Balance - Feet on Head

A ideia é mostrar que correndo com o tênis New Balance sua mente se foca na corrida e não nos seus pés. O comercial tem mais de um minuto e será veiculado na internet e nas TVs de táxis, em Manhattan. Ficará “em cartaz” durante as semanas anterior e posterior à Maratona de Nova York. A campanha prevê também banners com notícias sobre o “fenômeno dos pés na cabeça”. Confira mais no canal www.feetonhead.com.

Via CCSP

Porsche Panamera – Family Tree

Neste comercial a Porsche apresenta o modelo Panamera. A criação é da Cramer-Krasselt/Chicago, com produção da @Radical Media e direção de Jeff Zwart. O site da campanha é interessante também pois coleta histórias de proprietários e fãs da marca. Até agora já são mais de 1.280 histórias.

Google e Disney, as marcas mais conectadas com seus consumidores

Google

De acordo com uma pesquisa da iCrossing, a marca que melhor se conecta com seu público online é, sem surpresas, o Google. Ganhou 7,99 de um total de 10 pontos. Em segundo lugar ficou a Disney. O estudo mediu 65 diferentes critérios nas top 10 do ranking da Interbrand, que todos os anos mostra quais são as marcas mais valiosas do mundo. Entre os pontos avaliados estão a presença e participação dos consumidores em mídias como Twitter, Facebook e YouTube, número de visitantes no site e ações em blogs corporativos. A medalha de bronze ficou com a Intel e, abaixo dela, nenhuma conseguiu mais do que 5 pontos. O McDonald’s ficou com a lanterninha: atingiu pontuação de apenas 3,4. Os dados foram publicados em matéria da Brand Republic.

Vodafone – Symphonia

1000 celulares e 2000 mensagens de texto enviadas. Essa foi a fórmula usada pela Vodafone da Nova Zelândia para desenvolver o projeto “Symphonia“, uma forma única e original de tocar  música clássica. Foram criados 53 novos alertas ringtones (que podem ser baixados pelo site), possibilitando recriar a conhecida Abertura 1812 de Tchaikovsky, orquestrado pelo produtor musical Jol Mulholland. Você confere o making of da produção aqui e aqui.

Via Comunicadores

Red Bull – Project X

Red Bull - Project X

A Red Bull construiu um incrível half pipe em forma de U, destinado à prática de snowboarding e ski. A pista fica em Silverton Mountain, no Colorado, e está mega escondida, só podendo ser acessada de helicóptero. A pista será palco das peripécias de Shaun White, craque patrocinado pela marca. No dia 3 de novembro, o site irá revelar mais surpresas sobre o pojeto. Para saber mais sobre Shaun White e ver o cara em ação, clique aqui.

Red Bull - Project X

Via CCSP

A Internet não é feita só de ‘teenagers’

Internet

Ao contrário do que muita gente pensa, a internet não é necessariamente um reduto dominado pelos adolescentes. Ok, eles criam tendências e ajudam a disseminar outras, mas os adultos não precisam se sentir ‘imigrantes’ num ambiente em que os mais jovens são considerados ‘nativos digitais’. De acordo com pesquisa da comScore, a galera ‘teen’ tem pouco interesse no Twitter – apenas 11% dos usuários têm menos de 17 anos. Já o NY Times afirma que eles representam só 14% do MySpace e 9% do Facebook – que está crescendo como nunca e foi responsável por 58% do tráfego em redes sociais nos EUA mês passado. Ou seja – se você já passou dos 20, dos 30, ou bem mais do que disso, fique à vontade – a web também é toda sua.

Via Blue Bus e Media Guardian

Planing-ness – Repensando a forma de encarar as novas mídias

Planing-ness

No ultimo final de semana, aconteceu em San Francisco um evento de planejamento chamado Planing-ness, criado pelo Diretor de Planejamento da DDB West, Mark Lewis, para substituir a finada conferência anual de planejamento do 4As.

O foco foi em ‘fazer coisas’ ao invés de ‘falar’ apenas. Portanto, pelo pouco que li e pelo que ouvi falar, foram apresentações bem práticas. Uma das que tiveram maior repercussão foi a do Gareth Kay, Diretor de Estratégia Digital da Goodby, Silverstein, e do Jason Oke, um dos criadores do Planning for Good.

A palestra que os dois fizeram sobre Connections Planning, ou Planejamento de Conexões, um assunto tão em voga ultimamente aqui no Brasil, foi bem interessante e está rendendo muita polêmica nos blogs de publicidade e redes sociais. Atendendo a alguns e-mails que recebi após ter postado um link para os slides no meu Twitter, quero falar um pouco sobre o tema abordado por eles.

Ao contrário do que muitos disseram, eles não condenaram a disciplina. O conceito é fantástico, mas a forma como vem sendo praticado é que fica a desejar. O Connections Planning, para quem não sabe, é uma proposta de pensar mídia não em termos de meios, mas em estabelecer conexões com as pessoas. Ou seja, é pensar nas melhores maneiras de abordar e estabelecer com as pessoas um diálogo de duas vias – emissão da mensagem e resposta – com as pessoas. O problema é que não é exatamente isso o que vem acontecendo.

Eles contam que, nos Estados Unidos, essa disciplina começou a nascer quando a mídia foi retirada das agências. Lá, são empresas especializadas em mídia que planejam e negociam com os veículos, e não as agências. Inclusive, no título desse texto falei em mídia, pois no Brasil é o departamento que, muitas vezes, trabalha alguma função parecida com a do Connections Planner.

Voltando à história, com essa divisão, a criação das idéias e as escolhas dos meios foram separadas. Isso foi resultado de um pensamento de que mídia é apenas um container que guarda as mensagens, e, portanto, foi transformado em commodity, com negociações baseadas apenas em preço, contaram os autores. No entanto, em paralelo a isso, as possibilidades de mídias tiveram um boom. Novos tipos de idéias começaram a nascer e alavancaram alguns tipos de mídias não convencionais. Pra fazer esta ligação entre as idéias e a mídia, surgiu este profissional chamado Planejador de Conexões. Conforme disseram o Gareth e o Jason, a ideia foi genial, porém seu uso é totalmente equivocado.

Ao invés de estabelecer diálogos e conexões verdadeiras, essa prática tem sido usada pra fazer gracinhas e acrobacias em concorrências e premiações, afirmaram os dois planejadores. Com isso, tudo vem sendo transformado em mídia. Ou seja, o papel do connections planner tem sido encontrar novos locais para interromper as pessoas, criar movimentos falsos pelos quais as pessoas não se interessam e desenvolver coisas simplesmente inúteis. O resultado disso tudo, segundo eles, tem sido o Spam Urbano. Cadê as conexões? Cadê o diálogo? (digo eu…)

O diagnóstico deles, em relação a isso, é de que:

• Estamos tentando resolver o problema errado. Ao invés da construção de valor e de grandes marcas, a disciplina vem é resolvendo os problemas da agência: novas fontes de receita, ferramentas mais ‘sexy’ e mais prêmios. E onde fica o cliente nessa história toda?

• O processo ficou dependente da pessoa encarregada. Ao invés de Connections Planning, o que se vê são Connections Planners. Não há uma abordagem ou maneira estruturada de trabalhar.

Em suma, concluem, as agências aplicaram as bases da publicidade convencional, como interrupção e foco na mensagem, às novas mídias. O necessário, segundo eles, é aplicar as bases das novas mídias, como interatividade e interação, à publicidade.

Depois das explicações acima, o Gareth e o Jason apontaram algumas oportunidades para repensar os valores do Connections Planning.

• Tratar a disciplina como um processo criativo, não como um output.

• Tratar como um processo que coloca as conexões humanas no coração de tudo, com base no entendimento profundo do que as pessoas estão tentando fazer, do que a marca está tentando fazer e de como as pessoas usam as mídias.

• Enxergar isso como uma jornada, não um destino. São idéias se desdobrando em estórias, canais de interação que trazem as pessoas ao processo.

• Pensar no fluxo de informação em relação ao tempo. 365 dias planejando ao invés de 360 graus. Latência cultural é uma ferramenta estratégica.

• Pensar no fluxo de informação em relação à geografia. Como criar valor contextual em cada espaço em particular?

• Pensar no fluxo de informação com base na profundidade da estória.

• Pensar no fluxo de informação com base na tecnologia. Como cada meio e tecnologia podem ser usados para se obter o potencial máximo? O papel de Tecnologista Criativo é cada vez mais importante.

• Planejar no que vai acontecer depois da conexão. O que as pessoas farão com isso? Como eles vão usar e vão compartilhar? O que eles podem remixar? E o que isso tudo vai significar para a marca? Como vamos mudar em função dessa interação?

• Aprender com outras disciplinas para criar interações significantes. Precisamos absorver práticas e abordagens do design, arquitetura da informação e planejamento da experiência do usuário.

• Connections Planning tem mais em comum com Planejamento de Experiências do que com planejamento de mídia.

• Foque em maximizar valor para todos. Preze por interações que recompensem todos: o fornecedor de mídia, os participantes, a marca.

• Não é só para o digital. É planejar a interação.

• Resolva os problemas reais. No fim do dia, nosso trabalho é bem objetivo: Qual o problema do negócio? Que público pode melhor resolver o problema? Que resposta eles necessitam ter? Que experiência poderia gerar essa resposta?

• Pense em cada ponto isolado. Preocupamos excessivamente com as campanhas? Muitas vezes, provocar um efeito positivo em uma coisa é algo poderoso. É comprometimento, não campanha. Isso te dá a chance de aprender: um ponto isolado é algo que você ainda não descobriu como dimensionar ainda.

• Todos nós temos o mesmo trabalho: desenvolver melhores idéias. Seja qual for a função, o trabalho de todos compartilha o mesmo objetivo. Você não é responsável pelo brief ou pelo planejamento do canal, mas pela ideia. Isso exige uma fluência na interação com o estratégico, mídia, e pensamento criativo.

Pra fechar eles deixaram algumas perguntas: O planejamento de conexões é uma disciplina isolada? Estamos separando tudo em nichos com base em irrelevância e sub-disciplinas inúteis? Essas funções não deveriam ser habilidades de qualquer planejador?

Muito interessante tudo que foi dito pelo Gareth e pelo Jason. Vejo como um excelente input para a reflexão e alguns ajustes na forma de trabalhar – esteja você em uma agência com atividades semelhantes ao Connections Planning, uma que trabalha apenas mídia tradicional, ou, então, uma agência especializada, seja qual for o foco.

Os slides da apresentação, de onde tirei as informações do texto, seguem logo abaixo:



Por Carlos Henrique Vilela, direto do
CHMKT