Segundo matéria do Wall Street Journal, o Google está trabalhando com a Dish Network – operadora americana de TV via satélite – por um serviço de busca de programação para TV. A novidade funcionaria em aparelhos do tipo set-top boxes contendo o sistema Android e permitiria aos usuários buscar conteúdo da televisão e também de sites como YouTube, além de personalizar a ordem da programação. O Google, que não comenta rumores ou especulações, não se manifestou a respeito.
Confira esta apresentação do Google, realizada no AdWeek 2009. São as melhores campanhas digitais realizadas nos últimos 12 meses, usando plataformas da marca, selecionadas por eles mesmos. Tem muita coisa boa, vale a pena conferir.
O Google anunciou o Double Click Ad Exchange, um sistema de venda de publicidade em banners que segue o modelo de leilão que a empresa já oferece para links patrocinados. A novidade foi anunciada no blog da empresa. Nessa modalidade de venda de publicidade, o Google vai competir diretamente com o Yahoo, que domina o segmento. Segundo notícia do New York Times, o CEO da empresa, Eric Schmidt, já declarou em mais de uma ocasião que a publicidade em banners é uma das melhores oportunidades de expansão para a companhia.
O Google lançou um projeto experimental batizado de Fast Flip – permite que usuários naveguem horizontalmente passando por páginas que mostram conteúdo de dezenas de títulos de jornais e revistas. A iniciativa é baseada no Google News e procura driblar um problema – a lentidão para carregar as páginas de sites de notícias. A rolagem horizontal do Fast Flip sugere a experiência de ler um jornal ou revista – é possivel passar os olhos por várias matérias com rapidez e escolher o que será lido – sem, no entanto, usar o recurso de simular a passagem de páginas. A expectativa do Google é que por ser uma forma de leitura mais rápida, a novidade leve os usuários a consumirem mais notícias e a ver mais publicidade. A empresa vai exibir anúncios junto das notícias e dividir a receita com os veículos.
A Hasbro está lançando uma versão do clássico jogo Monopoly online e integrada ao Google Maps . É o Monopoly City Streets. Os usuários poderão jogar uns contra os outros ao redor do planeta e poderão comprar qualquer rua no mundo – ruas reais dos mapas do Google. Os jogadores começam com 3 milhões de dólares Monopoly e podem construir hotéis, casas, estádios de futebol, castelos e arranha-céus. O jogo ficará disponível por 4 meses, segundo o The Guardian.
O Google lançou uma versão beta do AdSense destinada a aplicativos para iPhone ou celulares com o sistema Android. Até aqui, o programa AdSense exibia publicidade apenas em páginas da web. Com a novidade, os desenvolvedores podem integrar anúncios nos aplicativos e os anunciantes podem comprar, por exemplo, a partir de palavras-chave ou em função da localização geográfica do usuário.
Para comunicar o lançamento do Fiat 500C (Cinquecento) conversível na Europa, foi criado um site que usa a plataforma do Google Street View. A proposta é dar ao usuário a sensação de estar passeando pelas ruas de grandes metrópoles como Paris, Londres, Milão, Turim, Nova Iorque a bordo do modelo mais cool da marca. O projeto é da Agence One de Paris. Confira o mashup e aqui e aqui outras ações criativas que já foram criadas para o Cinquecento.
O Google pretende vender livros digitais através de um programa que permitirá aos editores oferecer seus novos títulos diretamente para o consumidor. Tom Turvey, diretor de parcerias estratégicas, participou da BookExpo, em Nova Iorque no fim de semana, e disse que o projeto prevê que os consumidores possam ler os livros em qualquer aparelho com acesso à internet – incluindo celulares. Não ficará restrito a um leitor de livros eletrônicos, como o Kindle, da Amazon. Na verdade, o programa do Google concorre com a varejista online também na relação com os editores – vai permitir que eles definam os preços para o consumidor. A Amazon vende os e-books por USD 9,99.
Com um mashup do Google Maps, a Coca-Cola lançou um site que permite decorar (virtualmente) com luzes de Natal qualquer local ao redor do mundo. A intenção é tentar fazer o mapa inteiro ficar acesso. A criação é da alemã Scholz & Volkmer.
Este excelente post do Tiago Dória vamos reproduzir na íntegra aqui no blxg. Confira todos os pontos abaixo.
Ainda no rescaldo da vitória de Obama, diversos sites aproveitam para revelar bastidores da campanha. A revista Newsweek preparou um enorme dossiê sobre o assunto. Segundo o artigo, uma verdadeira guerra de crackers aconteceu por baixo dos panos.
A revista Fast Company montou um slide de fotos – como construir uma marca semelhante a do Obama.
E, por sua vez, o site Beet.TV, especializado em vídeos, republicou uma entrevista com Chris Hughes, co-fundador da rede social Facebook, contratado pelo partido democrata para coordenar parte da campanha online de Obama. A meu ver, um dos personagens mais interessantes dessa corrida presidencial.
Primeiro, a campanha democrata contratou como diretor de novas mídias Joe Rospars, responsável pela campanha online de Howard Dean em 2004, e depois finalmente conseguiu convencer Hughes a participar da equipe – ele estava meio com o pé atrás. Política não combinaria com a mentalidade opensource. No final, tornou-se um dos principais personagens dos bastidores da campanha vitoriosa de Obama.
Não será surpresa se o Valleywag, blog sobre fofocas do Vale do Silício, começar a vasculhar a vida pessoal dele, assim como já fizeram com o seu colega Mark Zuckerberg, também fundador da Facebook.
Todo o trabalho de Hughes era feito em Chicago, onde ficava o QG da campanha democrata. O americano de 24 anos passava, em média, 14 horas por dia no local, que, segundo o NYTimes, parecia mais um escritório de uma empresa de internet do que um comitê de campanha.
Formado em Literatura e História por Harvard (ele não é programador), e descrito como uma pessoa tímida e muito inteligente, Hughes foi responsável pelo MyBarackObama.com, a plataforma de rede social que centralizou as atividades da campanha online, também chamada de MyBO.
Quando criou o site, teve uma preocupação central – aplicar os mesmos conceitos da Facebook. Ou seja, a rede social deveria reforçar o local. Indicar quais pessoas perto de você vão votar no Obama ou ainda estão indecisas, quando vai acontecer a festa, o comício mais próximo etc. E ainda ajudar as pessoas a manterem os relacionamentos que já possuem no “mundo offline” do que a criar novos contatos. Reforçar laços. Assim como a Facebook, o site foi ganhando diversas novas funcionalidades até o último dia de campanha, numa dinâmica “work in progress“.
Nessa história toda, é interessante notar que a escolha de Hughes foi bem espontânea, ele havia dado suporte por email para um assessor de Obama que queria criar um perfil do candidato na Facebook. Conversa vem, conversa vai, e uma hora surgiu o convite para trabalhar na campanha do democrata. Isso em fevereiro de 2007.
Hoje, o futuro de Hughes é incerto. Trabalhará no governo de Obama? Voltará para a Facebook? Vai virar consultor? Vai escrever um livro? Eu torço para que ele trabalhe no governo e realmente ajude a construir um “Mandato 2.0″. Uma coisa é você fazer “Política 2.0″ durante a campanha eleitoral. Outra coisa é quando está no poder. Para fechar, segue abaixo uma entrevista rápida com Hughes feita há algum tempo pelo pessoal do blog Jack and Jill Politics.