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O Poder das Conexões

O Poder das Conexões

O Poder das Conexões parece um “redes sociais for dummies” na medida em que traz todas as principais teorias ligadas à economia de rede. Seis graus de separação, número de Dunbar, Feedback positivo, Regras dos Três Graus. Todas elas estão lá, acompanhadas de exemplos.

Em certos momentos, o livro utiliza uma fórmula parecida ao do Freakonomics, ao mostrar diversas curiosidades inesperadas reveladas em pesquisas, como a de que a obesidade é contagiosa. Se existe alguém obeso em nossa rede, podemos ficar também. Ou ainda de que o ser humano anda em rede por uma questão de sobrevivência. Num campo aberto, você está mais seguro sozinho ou em rede com várias pessoas atentas a qualquer movimento?

Ao mesmo tempo que podem minimizar o nosso poder individual, a ideia de livre-arbítrio, (quanto mais fortes os laços, mais as nossas ações são influenciadas pela rede), as redes sociais nos dão poder ao permitir exercemos a nossa influência sobre os outros.  E o detalhe é que sempre tivemos essa capacidade de influenciar, sem precisar ser nenhuma celebridade da TV, do Twitter, do Chatroulette ou de qualquer coisa que venha pela frente.

Via Tiago Dória Weblog

The Brand Innovation Manifesto

Brand Innovation Manifesto
É o 3o livro de John Grant e fala sobre o desafio de quase todas as marcas – inovar sem perder seu core. Criativos que somos, muitas vezes, achamos que o que os clientes esperam é, acima de tudo, ideias criativas que gerem negócio. Na maior parte das vezes a expectativa é esta mesmo, já que a pressao do curto prazo é imensa. Só que, cada vez mais, precisamos pensar em relaçoes sustentáveis entre pessoas e marcas.
Em seu manifesto, John Grant fala de algumas coisas que eu compartilho. Marcas precisam se manter frescas na mente dos consumidores, mas sem perder sua alma. Um caso de 2005 foi o lançamento da linha Considered da Nike. A bota 100% eco friendly tinha cara de tudo, menos de Nike. Foi chamado de Air Hobbit, numa mençao ao Senhor dos Anéis.
Em 2009, a Nike reviu sua estratégia e lançou o Trash Talk, um tênis feito de sobras de produçao. Couro, espuma e borracha reaproveitados na confecçao do tênis sem comprometer aspectos de performance que, afinal, é a alma da Nike, certo? Por isto, na hora de pensar em extensoes de linha, novos produtos ou serviços é preciso pensar na marca que está por trás destas açoes e respeitar sua essência e sua história.

The Brand Innovation Manifesto

Brand Innovation Manifesto é o 3º livro de John Grant e fala sobre o desafio de quase todas as marcas – inovar sem perder seu core. Em seu manifesto, Grant fala por exemplo que as marcas precisam se manter frescas na mente dos consumidores, mas sem perder sua alma. Um caso de 2005 foi o lançamento da linha Considered da Nike. A bota 100% eco friendly tinha cara de tudo, menos de Nike. Foi chamado de Air Hobbit, numa menção ao Senhor dos Anéis.

Em 2009, a Nike reviu sua estratégia e lançou o Trash Talk, um tênis feito de sobras de produção. Couro, espuma e borracha reaproveitados na confecção do tênis sem comprometer aspectos de performance que, afinal, é a alma da Nike. Por isto, na hora de pensar em extensões de linha, novos produtos ou serviços, é preciso pensar na marca que está por trás destas ações e respeitar sua essência e sua história.

Trend Hunter – 20 tendências de consumo e comunicação para 2010

Desde o ano passado o site Trend Hunter lança no final do ano um vídeo listando 20 tendências de consumo e comunicação que estarão em alta no ano seguinte. Confira o vídeo de 2010 abaixo:

Planejando para o bem

Planning For Good

Em 2007, o Ed Cotton, da consultoria de estratégia de marca Influx, deu início a um grupo chamado Planning for Good. Trata-se de uma organização formada por estrategistas de marketing e comunicação que se juntaram por meio de redes sociais para compartilhar suas habilidades com projetos não-lucrativos. Qualquer profissional da área pode participar. É só se inscrever na página do projeto no Facebook. Há também um blog.

Todo mês, um brief é lançado para ajudar a resolver um problema específico de comunicação para uma causa social. Esses planejadores podem, então, trabalhar individualmente ou em equipes para solucionar o problema. Ao final de cada job, uma coleção de pensamentos é apresentada ao cliente e aos outros planejadores. Aqueles que desejam se envolver mais a fundo, na implementação das ideias, terão a oportunidade para tal.

Além do Cotton, o grupo possui outros líderes co-fundadores, como o Aki Spicer (Fallon), Jason Oke (Leo Burnett), Gareth Kay (GS&P) e o Mark Earls (autor do livro Herd). Atualmente são mais de 2.000 planners do mundo todo colaborando com o projeto.

O primeiro trabalho realizado pelo grupo, ainda em 2007, foi o Idea Village – projeto de incentivo ao empreendedorismo -, na cidade de New Orleans, que havia sido devastada por um furacão.

Pra ficar mais claro como funciona o projeto, vou pegar esse primeiro desafio como exemplo. O brief foi o seguinte:

“Enquanto a maioria da cobertura de mídia sobre New Orleans tem focado os problemas, uma outra história vem surgindo silenciosamente: a cidade vem se tornando um imã para vários tipos de jovens aventureiros com energia, com um propósito e com a noção de que possuem aoportunidade única de reinventar uma cidade.

O Idea Village está posicionado no centro disso tudo. É uma iniciativa sem fins lucrativos que ajuda a levantar fundos e apoiar empreendimentos inovadores (cerca de 250 até agora) não só para reerguer New Orleans, mas para transformá-la em uma cidade modelo de nível mundial.

Nosso desafio é ajudar o Idea Village a construir sua marca, para seja capaz de ajudar a cidade. Como o Idea Village poderia definir e articular quem ele é e o que ele faz? Como pode atrair e motivar esses novos talentos a se mudar para a cidade?”

O Carlos Henrique Vilela, que publicou este post no chmkt, propõe algo parecido aqui no Brasil. E aí?

Trendwatching – 10 crucial consumer trends for 2010

Trendwatching

Confira a lista “10 crucial consumer trends for 2010“, elaborada pelo pessoal do Trendwatching:

1. BUSINESS AS UNUSUAL
2. URBANY
3. REAL-TIME REVIEWS
4. (F)LUXURY
5. MASS MINGLING
6. ECO-EASY
7. TRACKING & ALERTING
8. EMBEDDED GENEROSITY
9. PROFILE MYNING
10. MATURIALISM

Para saber mais, acesse o site: http://trendwatching.com/trends/10trends2010/

Planing-ness – Repensando a forma de encarar as novas mídias

Planing-ness

No ultimo final de semana, aconteceu em San Francisco um evento de planejamento chamado Planing-ness, criado pelo Diretor de Planejamento da DDB West, Mark Lewis, para substituir a finada conferência anual de planejamento do 4As.

O foco foi em ‘fazer coisas’ ao invés de ‘falar’ apenas. Portanto, pelo pouco que li e pelo que ouvi falar, foram apresentações bem práticas. Uma das que tiveram maior repercussão foi a do Gareth Kay, Diretor de Estratégia Digital da Goodby, Silverstein, e do Jason Oke, um dos criadores do Planning for Good.

A palestra que os dois fizeram sobre Connections Planning, ou Planejamento de Conexões, um assunto tão em voga ultimamente aqui no Brasil, foi bem interessante e está rendendo muita polêmica nos blogs de publicidade e redes sociais. Atendendo a alguns e-mails que recebi após ter postado um link para os slides no meu Twitter, quero falar um pouco sobre o tema abordado por eles.

Ao contrário do que muitos disseram, eles não condenaram a disciplina. O conceito é fantástico, mas a forma como vem sendo praticado é que fica a desejar. O Connections Planning, para quem não sabe, é uma proposta de pensar mídia não em termos de meios, mas em estabelecer conexões com as pessoas. Ou seja, é pensar nas melhores maneiras de abordar e estabelecer com as pessoas um diálogo de duas vias – emissão da mensagem e resposta – com as pessoas. O problema é que não é exatamente isso o que vem acontecendo.

Eles contam que, nos Estados Unidos, essa disciplina começou a nascer quando a mídia foi retirada das agências. Lá, são empresas especializadas em mídia que planejam e negociam com os veículos, e não as agências. Inclusive, no título desse texto falei em mídia, pois no Brasil é o departamento que, muitas vezes, trabalha alguma função parecida com a do Connections Planner.

Voltando à história, com essa divisão, a criação das idéias e as escolhas dos meios foram separadas. Isso foi resultado de um pensamento de que mídia é apenas um container que guarda as mensagens, e, portanto, foi transformado em commodity, com negociações baseadas apenas em preço, contaram os autores. No entanto, em paralelo a isso, as possibilidades de mídias tiveram um boom. Novos tipos de idéias começaram a nascer e alavancaram alguns tipos de mídias não convencionais. Pra fazer esta ligação entre as idéias e a mídia, surgiu este profissional chamado Planejador de Conexões. Conforme disseram o Gareth e o Jason, a ideia foi genial, porém seu uso é totalmente equivocado.

Ao invés de estabelecer diálogos e conexões verdadeiras, essa prática tem sido usada pra fazer gracinhas e acrobacias em concorrências e premiações, afirmaram os dois planejadores. Com isso, tudo vem sendo transformado em mídia. Ou seja, o papel do connections planner tem sido encontrar novos locais para interromper as pessoas, criar movimentos falsos pelos quais as pessoas não se interessam e desenvolver coisas simplesmente inúteis. O resultado disso tudo, segundo eles, tem sido o Spam Urbano. Cadê as conexões? Cadê o diálogo? (digo eu…)

O diagnóstico deles, em relação a isso, é de que:

• Estamos tentando resolver o problema errado. Ao invés da construção de valor e de grandes marcas, a disciplina vem é resolvendo os problemas da agência: novas fontes de receita, ferramentas mais ‘sexy’ e mais prêmios. E onde fica o cliente nessa história toda?

• O processo ficou dependente da pessoa encarregada. Ao invés de Connections Planning, o que se vê são Connections Planners. Não há uma abordagem ou maneira estruturada de trabalhar.

Em suma, concluem, as agências aplicaram as bases da publicidade convencional, como interrupção e foco na mensagem, às novas mídias. O necessário, segundo eles, é aplicar as bases das novas mídias, como interatividade e interação, à publicidade.

Depois das explicações acima, o Gareth e o Jason apontaram algumas oportunidades para repensar os valores do Connections Planning.

• Tratar a disciplina como um processo criativo, não como um output.

• Tratar como um processo que coloca as conexões humanas no coração de tudo, com base no entendimento profundo do que as pessoas estão tentando fazer, do que a marca está tentando fazer e de como as pessoas usam as mídias.

• Enxergar isso como uma jornada, não um destino. São idéias se desdobrando em estórias, canais de interação que trazem as pessoas ao processo.

• Pensar no fluxo de informação em relação ao tempo. 365 dias planejando ao invés de 360 graus. Latência cultural é uma ferramenta estratégica.

• Pensar no fluxo de informação em relação à geografia. Como criar valor contextual em cada espaço em particular?

• Pensar no fluxo de informação com base na profundidade da estória.

• Pensar no fluxo de informação com base na tecnologia. Como cada meio e tecnologia podem ser usados para se obter o potencial máximo? O papel de Tecnologista Criativo é cada vez mais importante.

• Planejar no que vai acontecer depois da conexão. O que as pessoas farão com isso? Como eles vão usar e vão compartilhar? O que eles podem remixar? E o que isso tudo vai significar para a marca? Como vamos mudar em função dessa interação?

• Aprender com outras disciplinas para criar interações significantes. Precisamos absorver práticas e abordagens do design, arquitetura da informação e planejamento da experiência do usuário.

• Connections Planning tem mais em comum com Planejamento de Experiências do que com planejamento de mídia.

• Foque em maximizar valor para todos. Preze por interações que recompensem todos: o fornecedor de mídia, os participantes, a marca.

• Não é só para o digital. É planejar a interação.

• Resolva os problemas reais. No fim do dia, nosso trabalho é bem objetivo: Qual o problema do negócio? Que público pode melhor resolver o problema? Que resposta eles necessitam ter? Que experiência poderia gerar essa resposta?

• Pense em cada ponto isolado. Preocupamos excessivamente com as campanhas? Muitas vezes, provocar um efeito positivo em uma coisa é algo poderoso. É comprometimento, não campanha. Isso te dá a chance de aprender: um ponto isolado é algo que você ainda não descobriu como dimensionar ainda.

• Todos nós temos o mesmo trabalho: desenvolver melhores idéias. Seja qual for a função, o trabalho de todos compartilha o mesmo objetivo. Você não é responsável pelo brief ou pelo planejamento do canal, mas pela ideia. Isso exige uma fluência na interação com o estratégico, mídia, e pensamento criativo.

Pra fechar eles deixaram algumas perguntas: O planejamento de conexões é uma disciplina isolada? Estamos separando tudo em nichos com base em irrelevância e sub-disciplinas inúteis? Essas funções não deveriam ser habilidades de qualquer planejador?

Muito interessante tudo que foi dito pelo Gareth e pelo Jason. Vejo como um excelente input para a reflexão e alguns ajustes na forma de trabalhar – esteja você em uma agência com atividades semelhantes ao Connections Planning, uma que trabalha apenas mídia tradicional, ou, então, uma agência especializada, seja qual for o foco.

Os slides da apresentação, de onde tirei as informações do texto, seguem logo abaixo:



Por Carlos Henrique Vilela, direto do
CHMKT

Nokia N86 – Alive At Night

A Nokia criou, em parceria com a operadora Orange, um projeto de conteúdo para promover o seu N86 com câmera de 8MP. Chamou o fotógrafo britânico David Bailey para tirar fotos  com o novo aparelho a fim de mostrar pessoas que ganham a vida na noite. A exposição será aberta ao público e acontecerá no Old Dairy, na Russell Square em Londres. A galeria de fotos também poderá ser vista no site www.aliveatnight.co.uk e/ou baixada na OVI Store. O projeto é da Wieden + Kennedy de Londres. Confira abaixo o trailer.

Via Y2

Seth Godin – palestra sobre Tribos e Liderança no TED

Confira esta palestra memorável do Seth Godin no TED. Certeiras as conexões sobre Tribos, Liderança e Mudanças:

17 dicas para estratégias rápidas

17 dicas para estratégias rápidas

Richard Huntington, diretor de planejamento da Saatchi & Saatchi no Reino Unido, postou 17 dicas bem interessantes para o desenvolvimento de estratégias rápidas. Com prazos tão curtos e cada vez menos tempo para resolver problemas de comunicação, esta habilidade passa a ser essencial.

Segundo Guy Murphy, Diretor Mundial de Planejamento da JWT, “A habilidade mais importante que os estrategistas precisam aprender nesta era é a velocidade. A qualidade da resposta estratégica é, agora, determinada em parte pelo tempo levado a criá-la. Estratégias demoradas, não importa o quanto sejam boas, nunca conseguirão ser grandiosas”.

Por outro lado, há quem diga que a velocidade pode comprometer o nível de inovação. Para Russel Davies, ex-gerente global de marca da Nike e ex-diretor de planejamento da Wieden + Kennedy, estratégias rápidas podem funcionar bem, mas dificilmente chegarão a uma solução inesperada e brilhante. Ele afirmou em um de seus posts que as “fast strategies” tendem a explorar menos possibilidades e a considerar menos incertezas. Outra causa apontada é a redução na quantidade de colaboração. Para uma boa estratégia rápida é melhor uma cabeça pensando, a não ser que se tenha uma equipe bem coesa – pronta para decisões rápidas.

Realmente, tempo para trabalhar pode fazer a diferença. Mas em uma época em que tudo é pra ontem, as dicas do Richard Huntington podem ajudar muito:

1. Tempo não é problema para criar uma estratégia, as ideias é que são. Se você conseguir encontrar uma ideia, achará tempo.

2. Ideias primeiro, depois os fatos. Os fatos só fazem sentido à luz de uma ideia.

3. Só existem dois critérios para julgar estratégias criativas – se são simples e se são interessantes.

4. É vital ser interessante. Estar certo é apenas importante.

5. Se você olhar para o mesmo lugar que todo mundo, você nunca encontrará algo interessante, não importa o quanto você é inteligente.

6. Toda grande solução vem de um grande problema. Tenha certeza de que entendeu o problema por trás do problema que você está tentando resolver.

7. Tudo pode te ajudar. Dê uma volta e pense em como toda loja, placa, anúncio, conversa e observação pode te ajudar a resolver o problema.

8. Esteja preparado. Leia todo tipo de coisa, por mais esquisita que seja.

9. Mantenha seu foco em descobrir coisas que você não tinha ideia de que não sabia.

10. Recorra sempre as suas estratégias latentes – aquelas que sempre quis usar mas ainda não teve chance.

11. Lembre-se que uma ideia estratégica ultrapassada em uma categoria pode ser inovadora em outra.

12. Troque ideias com outras pessoas – online ou cara a cara -, mas não se envolva no cavalo de tróia da mediocridade: o brainstorm.

13. Pergunte a si mesmo o que o posicionamento da marca tem que pode ser relevante a todos nós.

14. Uma posição é uma opinião. Nós vivemos na era do diálogo e opiniões são o sangue vital de todas as conversas.

15. Planeje com base em você mesmo. Como você se sente em relação à marca, categoria ou ao mundo mais amplo? Como você explica seu próprio comportamento? Você é representativo, pois vive no mesmo mundo que qualquer outra pessoa.

16. Confie nos seus instintos – é o recurso mais confiável que você tem.

17. Estratégia rápida tem mais a ver com a capacidade de decidir do que com velocidade. Na maioria das vezes, precisamos é de mais coragem do que urgência.

Via chmkt

eBay – Retro Revival, Eco Excellence, Savvy Splurging e Shop Culture

eBay

eBay

eBay montou na última quarta-feira em Nova York  na 57th com a 5th uma exibição sobre tendências de compra para este final de ano. Elencou quatro grandes movimentos: “Retro Revival” (uma valorização de ítens vintage/usados num momento de restrição de consumo); “Eco Excellence” (uma orientação “verde” nas compras); “Savvy Splurging” (movimento de comprar menos coisas, de mais qualidade, que permitam o uso por várias temporadas e transcendam modismos) e  “Shop Culture” (o consumo de bens culturais segue em alta). O PSFK esteve por lá e cobriu a exposição.