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O que um planner faz, na prática?

O que um planner faz, na prática?

Para responder a essa pergunta, Leon Phang, do The Planning Lab e planner da Jung Von Matt da Suécia, descreveu todo o processo geralmente realizado por ele. É importante lembrar que cada agência tem um estilo diferente, o que faz o trabalho variar um pouco. O objetivo, porém, é sempre o mesmo. Vale a leitura:

1. Eu pego o brief do cliente, que tem os objetivos gerais de marketing, a mensagem, orçamento etc.

2. O processo de planejamento começa aqui. O objetivo é formular o Brief Criativo. Não há maneiras formais para isso, já que a complexidade do problema varia. Usualmente, ao mergulhar no problema, é possível “triangular” ou apontar onde está o problema real.

Um bom ponto inicial é estruturar todos os assuntos conhecidos em desafios de marketing, desafios de marca, desafios de distribuição e vendas e desafios de comunicação. Nessa parte do processo de planejamento o objetivo é adquirir mais conhecimento para chegar realmente na raiz do problema e encontrar insights para resolvê-lo. É aí que a pesquisa usual entra – ex: pesquisa de marketing, estudos de campo, estudos secundários na internet, grupos de foco, estudos etnográficos e também estudos acadêmicos, como psicologia, economia etc.

Na minha opinião, é difícil encontrar informações revolucionárias com esse tipo de pesquisa. Então, é sempre bom ter a própria intuição ou ideia sobre o que olhar e para uma visão do que você quer alcançar em uma perspectiva de marketing (se imagine como um diretor de marketing, empreendedor ou inventor). Encontrar insights é apenas uma parte do processo de planejamento, se você quiser ser um bom planner.

O próximo passo é formular um “conceito de marca” ou uma “ideia de marca” – basicamente uma palavra ou frase que resume a oportunidade que a campanha deve endereçar. Para fazer isso, há, além do insight do consumidor, dois componentes adicionais: o posicionamento da marca e a estratégia de atitude da marca. Quando o assunto é branding, há toneladas de literatura, portanto, não vou aprofundar nisso. O objetivo aqui é decidir como o papel da marca deve ser modificado para alinhar com os objetivos acima.

Por último, devemos lidar com as tendências, já que a maioria das grandes marcas geralmente as alavanca e também pelo fato das tendências potencializarem a relevância de qualquer campanha. O objetivo aqui é encontrar oportunidades/espaços em branco a partir de um panorama do mercado, da sociedade, da cultura pop, ou de qualquer outro ponto relevante ao consumidor.

3. Depois de muita informação e alguma confusão, é hora de compactar tudo em um Brief Criativo. Sou muito pragmático em relação aos formatos de brief. Basicamente, ele consiste em passar a mensagem aos criativos. Minha experiência aqui indica que quanto mais inexperiente o criativo, mais longo e mais explícito deve ser o brief. A razão: as perguntas respondidas no brief deverão ser respondidas, de algum modo, no processo criativo. Então, para se proteger de muito trabalho, comece com briefs longos até saber como a equipe de criação trabalha. Como já disse antes, não existe fórmula mágica para o Brief Criativo.

Na nossa agência, que foca, pesadamente, em gerar toneladas de ideias, nós também temos uma seção no Brief Criativo chamada “Iniciadores Criativos”. É aí que algumas ideias iniciais são listadas, para serem rejeitadas ou aceitas.
Também temos um ponto chamado “Planning Primers”, que é uma ferramenta para inspirar. Um PowerPoint simples com tendências, inovações, notícias e fatos que têm a ver como o projeto, em uma perspectiva mais ampla.

4. Quando os criativos pegam o brief, o processo de geração da ideia criativa começa e meu papel como planner passa a ser mais de apoiador/inspirador. Esse papel depende muito da competência pessoal e da estrutura da agência. As grandes agências têm, geralmente, dois tipos de planejadores: o estratégico e o criativo. Em agências menores como a minha, eu faço ambos. Estou sempre envolvido com o trabalho da criação.

Simultaneamente, no processo de geração de ideias, eu também deixo um olho na estratégia formulada e tenho certeza de que os criativos sigam o brief. É um passo muito importante, pois sair do brief pode tornar as coisas difíceis nos estágios mais avançados. Uma outra vantagem de estar envolvido no processo criativo é ter o feedback da estratégia. As ideias de execução são a única coisa que importa, por ser o único output. O poder da ideia se sobrepõe ao poder da estratégia. É possível, mais adiante, revisar ou modificar a estratégia se a ideia criativa for boa o suficiente. O importante aqui é o diálogo entre os membros da equipe. Portanto, uma ótima ideia para os planners é se aproximarem ao máximo do pessoal da criação, ao invés de ficar do lado do atendimento – mas é apenas a minha opinião. Cada agência tem seu jeito de trabalhar.

5. O resultado do processo acima deve ser: 1 – estratégia de comunicação, e 2 – ideias de execução, em um só pacote.

Via chmkt

A TV e a internet no futuro

Cannes 2009

Quantos dias você conseguiria ficar sem assistir TV em troca de USD 300? A Razorfish fez esse teste e descobriu que, por essa quantia, os americanos aguentam apenas 2 dias longe da telinha. As fotos exibidas por Andrew Pimentel, diretor de planejamento da Razorfish, no seminário que fechou o primeiro dia em Cannes, eram hilariantes. Mostravam famílias privadas da TV jogando cartas, brincando de Banco Imobiliário ou ouvindo a mae tocar piano na sala, com cara de tédio total. Em compensaçao, no momento em que a TV voltava a ser permitida, os rostos demonstravam quase euforia. Diante dessa relação de intensa dependência, cabe anunciar que a TV agoniza?

A pesquisa mostrou que TV hoje está relacionada a relaxamento, aprendizado, consumo, escapismo e fantasia. Mas é basicamente uma experiência passiva. Isso provavelmente vai mudar com o tempo. No futuro, ela deve absorver conceitos da internet e será fortemente influenciada pelas redes sociais. Dessa forma, poderemos navegar pelos canais tradicionais, os mais populares, os mais assistidos e ainda conhecer os programas preferidos de celebridades ou de amigos. Será possível seguir a programaçao recomendada por algumas pessoas e trocar ideias com outras, em tempo real, sobre o que passa na TV. Isso significa, afinal, que a televisão se tornará mais pessoal, portátil, o conteúdo será mais controlado pelo usuário e os próprios telespectadores se tornarão canais que poderao ser acompanhados. Por outro lado, as emissoras e seus anunciantes saberão exatamente com quem estão falando e poderão interagir com essa gente em tempo real. A boa sacada da Razorfish é que a TV vai se misturar com a internet, tornando-se um eficiente veiculo de construçao de marcas e vendas ao mesmo tempo.

Do Luiz Alberto Marinho, direto de Cannes

Neal Davies – “Unsexy is the new sexy” – Innovation in planning

Naked Communications

Reproduzo aqui alguns dos pontos mais interessantes da palestra “Inovação em Planejamento Estratégico”, do publicitário Neal Davies, sócio da agência Naked, de Nova York, durante o 17º Festival Mundial de Publicidade de Gramado – A Vanguarda Criativa.

Agências e clientes falharam ao continuar reproduzindo o modelo de comunicação do século XX no século XXI. Inovação em planejamento significa perguntar: por que estamos planejando? A chave está em focar no negócio, e não na propaganda. Nossa comunicação ainda é feita pela a interrupção, pela irritação. O consumidor já sabia disso em 1947, continua sabendo hoje.

Dez passos para a inovação em planejamento:
1. Planejamento inovador foge da interrupção / irritação
2. Planejamento inovador pensa de forma integrada
As agências de propaganda se preocupam apenas com o que é dito. Porém, tudo o que a marca ou a empresa faz é comunicação.
3. Planejamento inovador não vive em silos
Não segmentar a agência e/ou o cliente em departamentos fechados, que não se comunicam nem pensam em conjunto.
4. Planejamento inovador não se compromete com as atividades da agência
Se você perguntar para um açougueiro o que comer, ele vai te dizer “carne”. É assim que as agências de publicidade pensam. Se fazem anúncios, vão oferecê-los. “We must see the full picture”.
5. Planejamento inovador não se deslumbra com as novas tecnologias
É preciso fazer a coisa certa sempre, o que pode não ser bonito, mas funciona. Pode ser uma mala direta, uma ação de  relacionamento, enfim, é preciso focar no negócio, e não tão somente na comunicação.
6. Planejamento inovador não precisa ser sexy
7. Planejamento inovador entende o público consumidor
Por causa da internet, sobretudo, as marcas estão nuas diante dos consumidores. Não adianta empurrar uma imagem que não é verdadeira. Não estamos em guerra com os consumidores, temos de conquistá-los.
8. Planejamento inovador não pode ser engessado
Você não pode mudar a Comunicação Integrada para seu projeto. É o seu projeto que deve se moldar a ela.
9. Planejamento inovador é…  inovador
10. Planejamento inovador resulta em sucesso, em lucro, em crescimento da marca

Nem sempre o melhor é a tendência, a novidade. O importante é fazer a coisa certa com criatividade, mesmo que pareça careta, mesmo que isso signifique reduzir a verba de TV ou Internet. As agências insistem em propor as mesmas soluções porque têm seu faturamento atrelado a isto. O importante é entender o real problema do negócio do cliente, e propor soluções com base nisto.

A fim de oferecer as melhores soluções possíveis, sem se comprometer com outros aspectos, a Naked trabalha por job ou por fee, sem bonificação ou comissão por mídia ou produção. Neal acredite que ao libertar um profissional de seu departamento (derrubando os núcleos e setores da agência), então ele passa a estar livre para pensar sobre o todo, não se limitando a sua função específica. Para que este modelo funcione, não basta apenas conversar com o marketing da empresa, toda a empresa precisa atuar de forma integrada, todos precisam partilhar dos mesmos objetivos, e daí a importância de se ter reuniões com quem decide, e não somente o pessoal do marketing. Segundo ele ainda, bravura e inteligência são as duas qualidades fundamentais para os profissionais do futuro.

Social Media Brasil

Social Media Brasil

Nos dias 5 e 6 de junho, rolou também em São Paulo um evento muito interessante, o Social Media Brasil, 100% dedicado ao marketing em redes sociais, conhecido como Social Media Marketing (SMO). Foram mais de 14 palestras e painéis proferidos por 20 profissionais da área de mídias sociais do Brasil.

Confira o site oficial e um arquivo com as palestras de caras como Fred Pacheco, do Boo-Box, e Amyris Fernandes, do IAB Brasil, entre outros.

Trendwatching – FOREVERISM

Trendwatching

Trendwatching

Confira o novo Trend Briefing do Trendwatching: FOREVERISM.

O Mercado do Luxo no Brasil

Daslu

Quando se fala em luxo, a primeira marca nacional que vem à cabeça de 22% dos consumidores é Daslu, seguida por H.Stern (14%), Forum, Victor Hugo, Osklen (todas com 4%) e Fasano (3%). Os dados são da pesquisa “O Mercado do Luxo no Brasil”, da MCF Consultoria e da GfK Brasil, que entrevistou empresas e clientes do setor.

O estudo investiga um mercado de 295 empresas de moda, automóveis, jóias, perfumes, cosméticos, hotelaria, comida e bebida, que faturaram, juntas, US$ 5,99 bilhões em 2008. A previsão é de que o mercado cresça 8%, para US$ 6,45 bilhões – contra 17% em 2007 e 12,5% em 2008.

De acordo com a pesquisa, 46% dos clientes voltam à mesma loja todos os meses; 7%, todas as semanas. Dentre os clientes do segmento, 43% ganham mais de R$ 10.376 por mês, 33% têm investimentos que passam de R$ 250 mil e 75% viajam para fora do Brasil.

A maioria da clientela, 57%, é formada por mulheres. O mercado, no entanto, ainda é comandado pelos homens: 61% dos executivos das empresas de luxo são do sexo masculino. A presença de marcas estrangeiras vem crescendo no Brasil. Há três anos, 60% das empresas que participaram da sondagem da MCF Consultoria/GfK Brasil eram nacionais. Atualmente, o percentual é de 53%, com aumento do número de companhias europeias e norte-americanas. As marcas estrangeiras mais citadas são Louis Vuitton (23%), Giorgio Armani (10%), Chanel (8%) Dior (6%) e Gucci (5%).

Quando o consumidor é provocado a indicar uma “pessoa famosa” que melhor represente o luxo, a top Gisele Bündchen ganha com 12% das citações, contra 6% de Angelina Jolie e Carla Bruni. Em seguida vem Gloria Kalil (4%), empatada com celebridades como Madonna, Sarah Jessica Parker e Hebe Camargo.
Da Mônica Bergamo, Folha de S.Paulo

SELLSUMERS – a nova tendência do Trendwatching

SELLSUMERS

SELLSUMERS

O Trendwatching, no seu mais recente Trend Briefing, apresenta uma nova tendência: os SELLSUMERS. O estudo diz que a recessão econômica e a necessidade de dinheiro crescente está ‘ajudando’ a propagar entre os consumidores a tendência de fazer dinheiro em vez de apenas gastá-lo. Confira na íntegra aqui neste link, em inglês.

Comportamento – estudo diz que homens fofocam mais que mulheres

Homens passam mais tempo de seu dia fofocando do que as mulheres, segundo pesquisa realizada na Grã-Bretanha pelo instituto Onepoll. O estudo indica que eles passam uma média de 76 minutos diários conversando sobre amenidades com amigos e colegas de trabalho, contra 52 minutos gastos pelas mulheres.

Entre os assuntos favoritos dos homens estão as peripécias de amigos bêbados e dos tempos de escola, além de histórias em torno da mulher mais bonita do escritório. Já as mulheres preferem passar o tempo reclamando de outras mulheres, falando da vida sexual dos conhecidos e comentando sobre o peso das amigas.

O OnePoll entrevistou 5 mil pessoas pela internet e descobriu ainda que os homens fofocam mais no escritório, enquanto as mulheres preferem fazer isso em casa. Cerca de 30% dos homens disseram ficar mais felizes quando conversam com os colegas de trabalho, e 58% deles admitem que fofocar faz com que se sintam “enturmados”.

Outros 31% confessaram gostar mais de fofocar com as parceiras do que fazer sexo. Entre as mulheres, mais da metade das entrevistadas disse conversar frequentemente sobre sua vida pessoal com as amigas. Abaixo, os tipos de fofocas mais comum divididas entre os sexos, segundo o estudo:

FOFOCAS DOS HOMENS

1. Bebedeiras dos amigos
2. Destaques do noticiário
3. Amigos dos tempos de escola
4. Mulheres do escritório
5. A mais bonita do escritório
6. Espalhar boatos
7. Promoções
8. Transas
9. Salário
10. O chefe

FOFOCAS DAS MULHERES

1. Outras mulheres
2. Destaques do noticiário
3. Problemas no relacionamento
4. Relacionamentos dos outros
5. Transas
6. Peso das amigas
7. Novelas
8. Maridos/namorados das amigas
9. A sogra
10. Celebridades

Informações da BBC Brasil

Young Lions Brasil 2009

Young Lions Brasil 2009

A 15a. edição do Young Lions Brasil já está com as inscrições abertas. Entre as mudanças deste ano, algumas categorias foram rebatizadas – “Criação” virou “Art Directors/Copywriters” e “Mídia” virou “Contacts”, por exemplo. Mas a mudança mais importante foi a criação da categoria “Integrated”, destinada a revelar profissionais com habilidades para trabalhar num ambiente multimídia e multiplataforma.

Integrated passa a ser uma categoria competitiva em Cannes, com equipes formadas por 4 profissionais: 2 de criação, 1 de mídia e 1 de planejamento, sendo que este último sai justamente da premiação na categoria Planning. Os jovens interessados poderão se inscrever em mais de uma categoria. Para participar precisam estar no mercado há mais de dois anos, ter menos de 29 anos e nunca ter participado do Festival de Cannes. Para ver o regulamento detalhado, clique aqui.

Para entender a internet

 

Para entender a internet

Foi lançado no dia 17, em São Paulo, o livro Para entender a internet, 100% pela web, integralmente disponibilizado em PDF. O livro é uma coletânea com noções, práticas e desafios da comunicação em rede. Participam 38 autores, todos eles protagonistas brasileiros em seus campos de atuação.

Apesar de terem sido produzidos pensando no leitor com pouca familiaridade com a web, os textos vão além das simplificações e dos modismos para, ao mesmo tempo, ensinar e provocar. E os autores têm intimidade com o assunto para fazer isso. Por exemplo, Edney Souza, o Interney, um dos blogueiros mais conhecidos do Brasil hoje, é quem escreve sobre blog. Soninha Francine, vereadora, atual sub-prefeita em São Paulo, escreve sobre internet e lei eleitoral. Fábio Seixas, um dos brasileiros mais seguidos no Twitter, fez o texto sobre micro-blogging. Sérgio Amadeu, ativista combativo do software livre, escreve sobre pirataria online. Ronaldo Lemos, um dos ativistas brasileiros mais conhecidos e respeitados internacionalmente, explica o que é o Creative Commons. E por aí vai a lista.

Muitas pessoas ainda sentem que a tal revolução trazida pela web é uma festa para a qual eles não foram convidados. Muitos professores de escolas públicas e privadas, empreendedores, executivos, comunicadores, administradores públicos e uma boa parte da sociedade civil não entendem o motivo de tanta euforia em relação à internet. Esse livro pretende ser um convite para que elas entrem e participem da festa.

Para chegar a essas pessoas sem contar com os meios tradicionais de divulgação e distribuição, o jeito é usar a rede. E é por isso que o arquivo em PDF do livro tem menos de 1000k – para caber em uma mensagem de e-mail – e é por isso também que o lançamento deste livro não aconteceu em uma livraria e nem em outro espaço físico, mas online, pelo Twitter.
Via Abrandando